DESERTORES

DESERTORES

Pelo Espírito Emmanuel.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Seara dos Médiuns. Lição nº 34. Página 113.

Estudos e Dissertações em torno da Substância Religiosa de “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec.

Questão nº 220 – Parágrafos 1º, 2º e 3º. Reunião pública de 13/05/1960

Médiuns desertores não são apenas aqueles que deixam de transmitir com fidelidade sinais e palavras, avisos e observações da Esfera Espiritual para a Esfera Física.

De criatura a criatura flui a corrente da vida e todos nós, encarnados e desencarnados de qualquer condição, estamos conclamados a lutar pela vitória do Bem Eterno.

Desertores são igualmente:

– Os que armazenam o pão, sem proveito justo, convertendo cereais em cifrões vazios;

– Os que pregam virtudes religiosas e sociais, acolhendo-se em trincheiras de usura;

– Os que fecham escolas, escancarando prisões;

– Os que transformam as chaves da Ciência em gazuas douradas;

– Os que levantam casas de socorro, desviando recursos que deveriam ser aplicados para sanar as dores do próximo;

– Os que exterminam crianças em formação, garantindo a impunidade, no silêncio das próprias vítimas;

– As mães que, sem motivo, emudecem as trompas da vida no santuário do próprio corpo, embriagando-se de prazeres que vão estuar na loucura;

– Os que aviltam a inteligência, vendendo emoções na feira do vício;

– Os que se afogam lentamente no álcool;

– Os que matam o tempo para que o tempo não lhes dê responsabilidade;

– Os que passam as horas censurando atitudes de outrem, olvidando os deveres que lhes competem;

– Os que andam no mundo com todos os desejos satisfeitos;

– Os que não sentem necessidade de trabalhar;

– Os que clamam contra a ingratidão sem examinar os problemas dos supostos ingratos;

– Os que julgam comprar o céu, entregando um vintém ao serviço da caridade e reservando milhões para enlouquecer os próprios descendentes, nos inventários de sangue e ódio;

– Os que condenam e amaldiçoam, ao invés de compreender e abençoar;

– Os que perderam a simplicidade e precisam de uma torre de marfim para viver;

– Os que se fazem peso morto, dificultando o curso das boas obras…

Deserção!… Deserção!…

Se trazemos semelhante chaga, corrigenda para nós!…

E se a vemos nos outros, compaixão para eles!…

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