Carta psicografada em reunião mediúnica dia 16 de março de 2018.

O vento bate na janela de todas as casas na colônia onde nós residimos hoje e nos deixa uma brisa de paz, amor e alento ao coração, para que saibamos que os momentos de estudo e busca de entendimento começara.

É no raiar do dia que os nossos olhos se abrem e nossa mente se abre para o entendimento e a luz do esclarecimento.

Aqui há muitos lares, muitas famílias espirituais que se uniram pelo amor, hora fortificado e hora adoentada.  Unimo-nos pelo único amor de Cristo e nos preparamos para mais aprendizados.  Quando para cá retornamos, era muita escuridão, muita dor e dúvidas. Alguns de nós vagaram por noites e dias em busca do livramento de muito sofrimento. Fugíamos de nós mesmos e queríamos encontrar a verdade e a paz.  Fomos socorridos, fomos acolhidos e orientados. Aos poucos, nossa energia era reestabelecida e o entendimento do que nos acontecera foi ficando mais claro.

Quando um já estava forte o suficiente, participava do resgate do outro. E assim, o aprendizado vai tornando nossa vivência na erraticidade mais serena e proveitosa.

Mas não foi fácil e não é fácil para ninguém. As dúvidas são diversas, e elas nos impedem de enxergar a misericórdia enviada por Deus, pois Este certamente esteve conosco em todos os momentos.

A agonia vem porque não sabemos em muitas das vezes o que nos ocorrera. O desespero surge quando começamos a perceber que realmente nossa oportunidade de estadia naquela morada chegara ao fim. O sofrimento vem quando olhamos para trás e percebemos tudo o que deixamos, dos amores, dos prazeres, das vivências e das alegrias.

O pavor aumenta quando naquele mesmo instante lembramos daquilo que deixamos para depois, quando lamentamos a palavra não dita ou mal dita; o sorriso não dado, o abraço negado e o sentimento acuado.

A revolta toma conta de nós quando olhamos ao redor e temos a real consciência de que o tempo chegara ao fim – naquele instante ainda sem saber que passaríamos por um período talvez longo na erraticidade, mas que teríamos outra chance quando estivéssemos preparados.

E então vem ela, a vergonha. Carregada de remorso e arrependimento.  Ela vem nos apontando todo o mal que conscientemente fizemos e aqueles que inconscientemente se difundiram conosco mesmo, advindo de vidas passadas.

A vergonha nos apresenta todas as inúmeras oportunidades desperdiçadas de se fazero bem, de se trabalhar e movimentar em favor do próximo, daqueles a quem amamos e principalmente em favor de nosso próprio crescimento.

A vergonha vem porque é nesse momento que tomamos contato com nossa própria consciência e essa não deixa de punir, não deixa de resgatar aquilo que é importante acessarmos.

A vergonha vem também juntamente com a capacidade de abrir o coração e clamar. Clamar por auxílio, clamar por ajuda, clamar por perdão e por misericórdia.

Quando assim fazemos, vem a humildade. Humildade para pedir, aceitar e continuar. E é nesse momento que temos condições de enxergar aqueles que sempre estiveram junto de nós e não pudemos enxergar.

Então vem o auxílio e somos resgatados pelo amor de Cristo, pela nossa capacidade de tomarmos propriedade do lugar que ocupamos nessa infinita casa de Deus: o lugar de filhos! O lugar de Filhos do Eterno Amor .

E aí temos a feliz e misericordiosa oportunidade de retornarmos aos lares nas colônias onde aprendemos, compreendemos e reaprendemos, para enfim, voltarmos ao nascimento de uma nova era, uma nova etapa.

Por isso solicitamos e pedimos a todos que pelo trabalho de fé, amor e caridade ensinados pelo mestre Jesus, nos auxiliem enviando boas energias e vibrações, que através do trabalho edificante, nos auxiliem a auxiliar aqueles que necessitam de nosso auxílio. Orem e trabalhem por aqueles que assim como nós precisamos, precisam de muita ajuda.

Que estejamos sempre unidos pelo trabalho e pelo amor propagados pelo Cristo Jesus.

Vocês aqui e nós em nossa colônia juntos, para levarmos o auxílio de sempre.

Que haja paz, luz, muito amor e muita caridade em todos os corações. Fiquem com o amor de Cristo, pois nós estamos com Ele.

Um forte e fraternal abraço da irmã Maria Adelaide.

16/03/2018

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